DarVoz: IncubAudiora

01.03.2018

 

A primeira fase “maker” do projeto DarVoz transcorreu em janeiro/fevereiro de 2018, em Londres e São Paulo, com participações em Barcelona e uma parceria estratégica com o Museu da Pessoa.  Política, filosofia, computação, criptomoedas, blockchain e holochain foram temas abordados em oficinas e seminários, enquanto no Brasil um primeiro estágio da realização criativa e colaborativa ganhou densidade nas parcerias do grupo de pesquisa Cidade do Conhecimento com Improfest e Museu da Pessoa.


O lançamento foi destaque na comunicação do Instituto de Estudos Avançados e na Escola de Comunicações e Artes da USP, a primeira seleção de audioclipes foi ao ar no dia 13 de fevereiro, Dia Mundial do Rádio e, no dia 2 de março, esse primeiro ciclo de atividades tem seu momento mais reflexivo com a participação de Gilson Schwartz e Eduardo Vicente, ambos professores livre-docentes do Departamento de Cinema, Rádio e TV da ECA-USP, ao vivo no programa Diálogos USP, com transmissão das 11 às 12 hs pela 93.7 (e online).


A rede ganhou visibilidade, densidade e alcance. Nessa primeira etapa, foi possível ao mesmo tempo sonhar mais e realizar já, compartilhar cenários de emancipações futuras com o artesanato tecnológico presente. Foram testadas as condições de espaço, tempo e propósito associadas à criação de uma agenda transmídia resumida nessa nomeação da escuta: DarVoz.


Vamos seguir os ecos dessas vozes e acolher outras ressonâncias e reverberações. Na academia, na comunidade e na possível emergência de projetos de resistência e também de re.existência. 


Vejo o DarVoz como uma “incubAudiora”, brincando com a ideologia muitas vezes “faker” das incubadoras e provocando a partir do áudio, da arte sonora e do podcastivismo a emergência de novas midiabilidades. É preciso dar voz para ser escutado.


Nas próximas fases desse lance de dadaísmos surgirão organicamente sintonias, harmonias, sistemas de invocação de mediações no horizonte de uma comunicação aberta, livre e participativa. Novos clipes, a partir dos clipes um retorno a memórias, como já se prenuncia na proposta de exploração colaborativa do acervo de áudio do Museu da Pessoa.

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Roberta Estrela D'Alva

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