Um salto no escuro

07.02.2018

Tive a oportunidade de participar de uma sessão de improvisação livre, a convite de Marco Scarassati e de Paulo Hartmann. Embora meu trabalho esteja focado em outros estilos musicais, eu acompanhei por muitos anos, inúmeras sessões de impro no estúdio na minha casa com Miguel Barella, meu parceiro, Thomas Rohrer, LCD e Paulo Beto além de espaços como Galeria Vermelho, Galeria Virgílio entre outros.

 

 Minha escuta era atenta aos sons que dali saiam, mas nunca me aventurei a provar desse processo. Durante minha “estreia” na improvisação livre no Estúdio Mawaca estive ao lado de Miguel Barella, Alex Antunes e Ana Eliza Colomar, flautista e saxofonista do meu grupo Mawaca, que também estava estreando nessa proposta.

 

Me senti muito à vontade, mas ao mesmo tempo, apreensiva. Miguel “manipulou” minha voz com a máquina de loopings Echoplex. Comecei a cantar, fazer alguns sons onomatopaicos, usei os sons das sementes do meu colar indígena e fui “viajando” no que ouvia e no que produzia sonoramente. A impro livre é como um salto no escuro. Uma busca pelos sons meus e dos outros. Foi bom.

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